Simples, Presumido ou Real: como escolher o regime tributário da empresa
Publicado em 24 de julho de 2026

A escolha do regime tributário é uma das decisões que mais afetam o quanto uma empresa paga de imposto. Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real seguem lógicas bem diferentes, e o que compensa para um negócio pode ser péssimo para outro. Veja como cada um funciona e o que realmente pesa na hora de decidir.
Simples Nacional
Reúne vários tributos em uma única guia (o DAS) e costuma ser o mais simples de administrar. A alíquota depende do faturamento dos últimos 12 meses (a RBT12) e do anexo em que a atividade se enquadra.
Nos serviços, um detalhe muda muito a conta: o fator R. Quando a folha de pagamento representa 28% ou mais do faturamento, a empresa pode ser tributada pelo Anexo III, com alíquotas menores, em vez do Anexo V.
Lucro Presumido
O imposto é calculado sobre uma margem de lucro presumida pela lei (por exemplo, 8% para comércio e indústria e 32% para a maioria dos serviços, no IRPJ), e não sobre o lucro real da empresa.
Costuma valer a pena para empresas com margem de lucro alta e folha baixa, em que o Simples já saiu das faixas mais vantajosas.
Lucro Real
O imposto incide sobre o lucro efetivo (receitas menos despesas), apurado pela contabilidade. É obrigatório para alguns setores e faturamentos altos.
Tende a compensar quando a margem de lucro é baixa ou a empresa tem muitas despesas dedutíveis e créditos a aproveitar, situação em que pagar sobre o lucro real sai menor que sobre uma margem presumida.
O que pesa na decisão
Na prática, quatro fatores costumam definir a melhor escolha:
- Faturamento: define as faixas do Simples e a obrigatoriedade de outros regimes.
- Atividade: comércio, indústria e serviços têm alíquotas e presunções diferentes.
- Folha de pagamento: em serviços, ativa o fator R e pode reduzir bastante o Simples.
- Margem de lucro: quanto menor a margem, mais o Lucro Real tende a compensar.
Como estimar rápido
Antes de fazer o cálculo detalhado, vale rodar uma estimativa para ver para onde a conta aponta. No nosso comparador, você informa faturamento, atividade, folha e margem e recebe uma estimativa da carga tributária nos três regimes, com uma recomendação. Use como ponto de partida e confirme os números com o cálculo completo.
Calculadoras para este assunto
Perguntas frequentes
Dá para trocar de regime quando quiser?
Não. A opção pelo regime é feita, em regra, no início do ano-calendário e vale para todo o ano. Por isso a simulação antes de decidir é importante.
O Simples é sempre o que paga menos?
Não. Em faturamentos mais altos ou margens elevadas, o Presumido ou o Real podem sair mais baratos. Depende dos números da empresa.
A estimativa da ferramenta substitui o contador?
Não. É uma orientação inicial. O cálculo definitivo considera particularidades da empresa e deve ser feito e validado pelo contador.